Diabetes em idosos – É possível controlar? Veja 7 dicas para conviver

O QUE É A DIABETES MELLITUS?

Diabetes Mellitus se resume à doença do metabolismo da glicose gerada pela ausência ou má absorção da insulina, hormônio com produção por pâncreas, com a função de quebra das moléculas de glicose para transformar as mesmas na energia, com foco de que seja aproveitada por todas as células.

 

A falta total ou parcial deste hormônio causa interferência não apenas na queima do açúcar, mas também em sua transformação nas outras substâncias, como músculos, gordura e proteínas.

Na realidade, não se resume a uma doença única, porém de um conjunto de doenças com uma semelhança, o aumento da concentração da glicose no sangue causado por duas situações diferentes dentre diabetes tipo I, diabetes tipo II, diabetes gestacional; e ainda diabetes ligados a mais patologias como uso de determinados medicamentos, pancreatites alcoólicas, outros.

SINTOMAS DA DIABETES MELLITUS?

Dentre os sintomas de diabetes mellitus está aumento do apetite, impotência sexual, alterações visuais, distúrbios cardíacos e renais, neuropatias diabéticas provocadas por comprometimento de terminações nervosas, infecções fúngicas em pele e unhas.

Mais um sintoma é a poliúria, quando a pessoa urina muito, e com a desidratação sente bastante sede. As feridas também são sintomas, em especial em membros inferiores, que levam tempo a cicatrizar.

É importante salientar que o diagnóstico precoce é o passo inicial para que haja sucesso no tratamento. O ideal é não minimizar os próprios sintomas, e buscar logo um serviço de saúde se a condição é de urinar muito e sentir bastante sede e fome

CAUSAS E TIPOS DE DIABETES

Após a digestão, a glicose passa para corrente sanguínea, sendo então usada por células para crescimento e produção da energia. Porém, para que a glicose consiga adentrar as células, a mesma necessita do auxílio de mais uma substância, a insulina.

A insulina se resume ao hormônio com produção no pâncreas, grande glândula com localização atrás do estômago. Na alimentação, o pâncreas gera automaticamente a quantidade ideal de insulina exigida para movimento da glicose do sangue para células do corpo.

Em indivíduos com diabetes, no entanto, o pâncreas produz pouca insulina ou as células não apresentam resposta do modo aguardado em relação à insulina produzida.

Então a glicose do sangue segue direto para a urina, e o corpo não a aproveita. Ou permanece no sangue, aumenta o que se denomina de glicemia, a concentração de glicose, e ainda não é aproveitada por células.

Assim, o corpo perde a fonte principal de combustível, já que existe glicose no sangue, porém a mesma não pode ser desperdiçada sem ser usada. São 3 tipos existentes de diabetes, diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, e diabetes gestacional.

Diabetes Tipo 1 e Diabetes Gestacional

O diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune. No diabetes, por exemplo, o sistema imunológico é responsável por atacar as células do pâncreas incumbidas da produção da insulina, matando as mesmas. Então, tal órgão passa a ter produção de pouca ou nenhuma insulina. E a conseqüência é que as pessoas que apresentam diabetes do tipo 1 devem tomar insulina diariamente.

E diabetes gestacional se resume à doença caracterizada pelo aumento do nível de açúcar no sangue que surge inicialmente na gravidez. A mesma pode desaparecer após o parto, ou ter transformação para diabetes do tipo 2.

Diabetes Tipo 2

Diabetes do tipo 2 é a forma mais comum da doença. E está ligada à obesidade, histórico da moléstia em família, velhice, histórico de diabetes gestacional, e sedentarismo. O diabetes tipo 2 é determinado atualmente pela ciência, uma conseqüência da obesidade, que sendo corrigida pode modificar esta situação, com reversão da mesma. Porém é necessária atenção, pois se voltar a ganhar peso e aumentar a circunferência abdominal, a situação se estabelecerá de novo, com desenvolvimento do diabetes tipo 2 retornando.

Neste caso, quase sempre o pâncreas tem produção da quantidade suficiente da insulina, porém, por motivos desconhecidos, o corpo não é capaz de usar tal substância de modo efetivo. A tal condição se dá a denominação de resistência à insulina.

Após alguns anos de resistência, a produção da substância em questão termina reduzindo. A conseqüência é a mesma de diabetes do tipo 1, pois a glicose produzida em digestão não é usada como combustível corporal. E tal tipo de diabetes pode gerar complicações graves.

Em relação aos sintomas, os mesmos podem ser muito parecidos, sendo reflexos do aumento da quantidade de açúcar pelo sangue. Dentre os sintomas está a náusea, sede além do comum, perda de peso, cansaço extremo, visão embaçada, infecções recorrentes, aumento da quantidade de urina. E determinadas pessoas, porém, não têm sintomas.

TRATAMENO PARA DIABETES MELLITUS?

Não pode haver dissociação do diabetes a outras doenças glandulares. E mais distúrbios metabólicos, além da obesidade, como o excesso de cortisona, do hormônio do crescimento ou produção maior de adrenalina por supra-renais, podem estar relacionados com diabetes.

O tipo I é também denominado como insulinodependente, já que requer a utilização da insulina por via injetável para suprimento do organismo deste hormônio que deixou de ter produção por pâncreas.

A suspensão da medicação pode gerar cetoacidose diabética, distúrbio metabólico que pode trazer risco à vida. Já o tipo II não é dependente da aplicação da insulina e pode receber controle pelos medicamentos ministrados via oral. A doença descompensada pode acarretar coma hiperosmolar, complicação grave que pode ser mortal.

A dieta alimentar com equilíbrio é essencial para controlar diabetes. A orientação da nutricionista e apoio de psiquiatras e psicólogos pode auxiliar bastante a diminuir o peso, e como resultado, gera a possibilidade de uso de doses menores de remédios. O exercício físico é bastante importante para diminuir o nível da glicose em relação aos dois tipos de diabetes

Cuidados em Relação à Diabetes

É importante salientar que a prevenção do diabetes do tipo 2 ou sua reversão apenas ocorrem através de mudanças no estilo de vida. A dieta de 800 calorias, como a que o britânico seguiu, é determinada bastante radical, e apenas pode ser realizada depois da avaliação médica criteriosa e com acompanhamento pelo tempo inteiro através de exames laboratoriais.

Já que o risco de ocorrerem alterações bioquímicas no sangue é grande, como níveis oscilando de potássio e cetose, determinadas de alto risco em relação à saúde. E a prevenção do diabetes do tipo 2 e a própria reversão apenas ocorrem contando com mudanças no estilo de vida.

A prevenção representa passar por alimentação com equilíbrio, sem abusar dos doces e gorduras, rica em fibras, e as atividades físicas são fundamentais, sendo exemplo a caminhada

DIABETES – O QUE COMER? O QUE NÃO COMER?

As pessoas que convivem com diabetes entendem que o cardápio não se resume a tão restritivo como muitos imaginam. Mas, a alimentação diária exige determinados cuidados.

Através da criatividade, a combinação dos elementos compõe refeições balanceadas, deliciosas e saudáveis. Para iniciar, é recomendação dos nutricionistas de 5 a 6 refeições diárias, se alimentar de 3 em 3 horas, em porções pequenas, e a boa mastigação dos alimentos.

O que Não Comer

O cardápio do indivíduo com diabetes não necessita apresentar tanta restrição como é imaginado, mas é fundamental entender o que não ingerir diariamente. Já que para as pessoas com a doença, o consumo exagerado de determinados alimentos pode representar perigo.

Para o diabético, o ideal é passar longe de doces. Em relação ao doce, apenas se for dietético e sempre produzido com adoçante, o próprio para preparo das receitas culinárias. Mais um grupo de alimentos que exige distância dos diabéticos são gorduras hidrogenadas, e processados e industrializados.

O que Comer

As verduras e legumes são liberados, pois são ricos em fibras, minerais antioxidantes e vitaminas, sendo fundamentais para nutrição e saúde de todos, mais ainda de diabéticos, de dieta que necessita ser rica e com variedade nestes itens.

Em relação às carnes vermelhas, brancas e peixes, a alteração destes alimentos está somente na maneira de preparo, que ao invés de fritos, passam a ser grelhados. E é importante priorizar óleos vegetais de qualidade boa, sendo exemplo óleo de milho e girassol, azeite de oliva, evitando a ingestão de gorduras hidrogenadas e saturadas.

Muita atenção à ingestão de sal! A dica é temperar os alimentos usando ervas aromáticas e temperos naturais, pois são responsáveis por realçar o sabor e colorir alimentos, e enriquecem o valor nutritivo. Mais uma dica é sempre hidratar o corpo, dispondo de ao menos 2 litros de água, diariamente.

Em relação à sobremesa, como qualquer indivíduo, o diabético deve evitar itens que apresentam muito açúcar e poucos nutrientes, sendo calorias vazias. E o consumo de grandes quantidades de carboidratos é responsável por prejudicar o tratamento, já que elevam de uma vez a glicemia.

E para comer sem culpa estão as frutas, a laranja, mamão, maçã, pêra, banana, melão, entre outras. E também as carnes, a bovina magra, frango e peixe, sendo assados, grelhados ou cozidos.

É liberada a bebida café, chá, leite, suco de limão, refrigerantes dietéticos. Em relação ao óleo vegetal, é permitido de girassol, milho, algodão e soja. O queijo fresco de tipo minas, iogurte, torrada não doce, margarina, gelatina dietética são alguns dos produtos industrializados liberados.

7 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A DIABETES

1• Para tratar diabetes, o adequado é que a glicose permaneça entre 70 e 100 mg/dL. Partindo de 100 mg/dL no jejum, ou 140 mg/dL duas horas depois das refeições, é considerada hiperglicemia, e inferior a 70 mg/dL, é considerada hipoglicemia.

E se a glicose ficar muito alta por muito tempo ocorrerá mais possibilidade de problemas de curto e longo prazo. A hipoglicemia pode ser causadora de sintomas desagradáveis e com complicações que exigem atenção.

2• A insulina e a medicação oral podem ser utilizadas para tratar diabetes. A insulina é sempre utilizada para tratar pacientes com diabetes tipo 1, porém também pode ser aplicada em diabetes gestacional e diabetes do tipo 2, isto é, na situação que o pâncreas inicia a não produzir mais insulina na quantidade ideal.

A medicação oral é aplicada para tratar diabetes tipo 2, e a depender do princípio ativo, possui a função de reduzir a resistência à insulina ou de estímulo ao pâncreas a produzir mais de tal hormônio.

3• A prática da atividade física pode auxiliar no controle da glicemia e a perder gordura corporal, como também alivia o estresse. Vários casos de diabetes do tipo 2 podem ser evitados em situação de peso ideal, com hábitos saudáveis em relação à alimentação, e prática regular de exercício físico.

4• A contagem de carboidratos é considerada bastante benéfica para o indivíduo com diabetes. Os carboidratos apresentam o maior efeito direto em níveis de glicose, e tal instrumento possibilita mais variabilidade e flexibilidade em alimentação, em especial para a pessoa que utiliza insulina, já que a dose variará de acordo com a quantidade de carboidratos.

Essa condição termina com a rigidez no tratamento antigo, em que as doses de insulina se determinavam fixas, e alimentação devia também proceder assim. É fundamental dispor da orientação do nutricionista.

5• As tecnologias têm ajudado em tratar diabetes. Os aparelhos se caracterizam desde os glicosímetros, utilizados para medição da glicose no sangue, até as bombas de infusão de insulina, e sensores contínuos para monitorar a glicose.

6• Se o diabetes não passar por tratamento de modo adequado, podem aparecer complicações, sendo exemplo a nefropatia, neuropatia, retinopatia, infarto do miocárdio, pé diabético, acidente vascular cerebral. Se o paciente já apresentar diagnóstico de complicação crônica, existem tratamentos específicos para auxiliar a levar uma vida comum.

7• E ainda não existe cura para diabetes. Mas, estão sendo feitos estudos que futuramente, podem acarretar à cura. Em relação ao diabetes tipo 1, a terapia com células-tronco está sendo estudada nos pacientes de recém-diagnóstico.

E para diabetes tipo 2, os estudos com cirurgia de redução do estômago, a gastroplastia, têm apontado aparentes resultados bons, até em pacientes que não estão com excesso de peso.

 

fonte:www.aterceiraidade.net