Automedicação: risco silencioso à saúde

Quantas vezes pedimos sugestão de um familiar, amigo ou até vizinho para resolver aquele probleminha de dor de cabeça, náuseas ou até uma simples febre? Pedir aquele analgésico para aliviar dores que você nem sequer imaginou a origem. O que não sabemos é que através dessa atitude estamos nos submetendo a um problema maior ainda.

A automedicação acontece pelo uso de medicamentos sem orientação de um profissional de saúde ou sem prescrição médica. É responsável por danos à saúde que geram hospitalização e, em casos mais graves, até intoxicações. Esses riscos ocorrem por diversos motivos, desde a falta de orientação sobre como tomar o medicamento, como a dose e posologia, e até mesmo a superdosagem, que pode ocasionar efeitos tóxicos no organismo piorando o estado de saúde do paciente e trazendo efeitos indesejados.

Quando você tem algum sintoma desagradável, qual é o seu primeiro pensamento para solucionar o este problema? A maioria pensa logo em ir à farmácia, e lá encontra uma diversidade de medicamentos de venda livre, ou seja, que podem ser vendidos sem a existência de uma prescrição médica. É aí onde mora o perigo. O uso indiscriminado e incorreto desses medicamentos pode ser prejudicial à saúde.
Conheça alguns prejuízos que essa atitude pode lhe oferecer:

– O diagnóstico errado do problema gera a escolha de um tratamento ineficaz para o caso;

– A interação com outros medicamentos já utilizados pode potencializar ou anular seus efeitos terapêuticos;

– Surgimento de reações adversas, ou seja, reações indesejadas e inesperadas com o uso de medicamento, que são danosas à saúde e dificilmente identificadas, além das reações alérgicas (resposta imunológica exacerbada contra o medicamento exposto);

– Mascarar o diagnóstico de outras doenças na fase inicial pela semelhança de sintomas manifestados por uma virose, como exemplo: dor de cabeça, dor no corpo, febre, cansaço;

– Alguns medicamentos são contra-indicados para pacientes que já possuem alguma doença diagnosticada, sendo de conhecimento apenas de profissionais da saúde;

– Em casos mais graves, podem ocorrer intoxicações por medicamentos, quando se utiliza em doses e intervalos maiores que indicados pela posologia, além de resultar em hospitalização.

Quando se trata da saúde a medida mais simples e eficaz é a informação, preferencialmente fornecida por um profissional da saúde, que permite a identificação dos sintomas e a orientação sobre a forma correta de realizar o tratamento, bem como acompanhar o paciente até a sua recuperação.

Observa-se também um comportamento na terceira idade bem evidente em relação a automedicação, o que gera efeitos graves a saúde. Por muitas vezes, eles não comentam com o médico sobre se automedicar, às vezes esquecem, ou ficam receosos em levar pequenos “puxões de orelha” em fazer o errado.Com isso, aumentam as chances do aparecimento de tremores parecidos com os da doença de Parkinson, decorrentes do uso errado de medicamentos para labirintite ou até o aparecimento de ulceras no estômago, decorrente do uso de anti- inflamatórios.

Principais cuidados que devem ser tomados ao utilizar medicamento na terceira idade:
– Nenhum medicamento deve ser tomado “para o resto da vida”;

– Evite o uso prolongado de medicamentos sintomáticos, como tranquilizantes, soníferos;

– O tempo de tratamento deve ser definido junto ao médico;

– Informar ao médico  todos os medicamentos que já estão sendo utilizados para que não haja reações entre os que serão prescritos;

– Atentar para os horários do medicamento, para que não haja esquecimento, pois quebra o tratamento.

Com toda essa informação, vamos nos cuidar e orientar as pessoas que são importantes pra nós, não é verdade?