Pressão alta depois dos 50 anos pode prejudicar a memória

Evitar o consumo de produtos industrializados e manter uma dieta equilibrada são medidas importantes para quem deseja evitar a hipertensão arterial. Popularmente conhecida como pressão alta, ela afeta 24,3% da população brasileira, segundo pesquisas do Ministério da Saúde. Sua incidência é mais comum em mulheres, representando 26,9% a mais contra 21,3% dos homens afetados.

Embora também atinja jovens e crianças, a pressão alta costuma ser mais frequente em indivíduos acima de 65 anos. Sendo que, pessoas com diabetes ou que têm fatores de risco para doenças cardiovasculares, como colesterol elevado e obesidade, têm mais chances de desenvolverem o problema.

O que é a pressão alta?

A pressão alta é uma doença caracterizada pelo aumento dos níveis tensionais no sangue. Ou seja, ela ocorre quando os vasos sanguíneos se contraem mais do que o necessário, provocando uma dificuldade para a passagem do sangue ou quando o volume do sangue fica muito alto o que exige uma maior velocidade para circular.

Uma pessoa sofre de hipertensão arterial quando o valor de referência da mesma é igual ou superior a 14/9. Entretanto, se associados à casos de pacientes que possuem diabetes ou histórico de AVC, pode ser um fator de risco para morte cardiovascular do paciente.

Outros fatores que interferem nos níveis da pressão arterial são:

• Tabagismo;

• Consumo de bebidas alcoólicas;

• Estresse;

• Consumo exagerado de sódio;

• Níveis altos de colesterol;

• Sedentarismo;

• Sono inadequado.

Hipertensão e a relação com a perda de memória

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional sobre Envelhecimento dos Estados Unidos e publicada na versão online do período Neurology da American Academy of Neurology, aponta que a hipertensão arterial na meia idade pode afetar a memória na velhice.

Esse estudo foi realizado com 4.057 participantes livres de demência que tiveram sua pressão medida na faixa etária dos 50 anos. Quando se tornaram idosos, com 76 anos, a pressão arterial foi novamente medida e, posteriormente, os voluntários foram submetidos a exames de ressonância magnética para avaliação do cérebro.

Isso incluiu uma análise das estruturas e lesões aos pequenos vasos. Além disso, os cientistas também realizaram nos voluntários testes com a finalidade de avaliar a capacidade de raciocínio e memória. Diante dos testes, os pesquisadores descobriram que um histórico de pressão alta aos 50 anos, e, especialmente, uma alta sistólica resultam em um aumento de lesões cerebrais, podendo agravar no encolhimento do cérebro e memória e ainda em problemas de pensamento. De acordo com a pesquisa, quanto mais tempo o histórico de pressão alta, maiores são os danos ao cérebro e intervenções na capacidade de memorizar e raciocinar no dia a dia.

Cuide-se!

Algumas atitudes contribuem para a prevenção da doença ou para controlar a pressão alta. Vejam quais são elas:

• Diminua o sal na alimentação;

• Realize atividades físicas com regularidade, pois melhoram o sistema circulatório;

• Mantenha o controle do peso corporal;

• Evite a ingestão de bebidas alcoólicas;

• Não fume, pois o cigarro possui substâncias tóxicas que contribuem para o aumento da pressão sanguínea;

• Faça exames regulares para identificar a doença em estágio inicial.